Por: Bruno Alvarenga Ribeiro.
A história se repete, com personagens diferentes, mas ela se repete. Capas bombásticas às vésperas das eleições virou um lugar comum entre as revistas semanais brasileiras. Mas entre todas as revistas, a Veja ocupa um lugar de destaque. A bola da vez são o ex-presidente Lula e a presidenta Dilma Rousseff. De acordo com a revista, ambos tinham conhecimento dos escândalos de corrupção da Petrobras.
No entanto, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) parece não concordar com a revista. Não só porque ela não apresentou nenhuma prova do envolvimento de Lula e Dilma, mas, sobretudo, porque feriu a lisura do pleito eleitoral. Na noite desta sexta-feira (24/10/2014), o TSE emitiu uma liminar proibindo a revista de circular a capa que aponta Lula e Dilma como coautores dos escândalos. Ou seja, o entendimento é de que a revista assume um posicionamento em favor da candidatura de Aécio Neves. Isso se caracteriza como propaganda eleitoral irregular, que deveria se restringir ao horário eleitoral gratuito.
Fica a dúvida: por que a Veja apoia tão abertamente a candidatura de Aécio Neves? A resposta está no estado de São Paulo. A Veja é editada pelo grupo Abril. Em São Paulo, os livros didáticos usados na rede de ensino em todo o estado são editados pelo grupo. O estado de São Paulo também compra milhares de exemplares da Veja. O grupo Abril e a Veja são sustentados pelos contratos firmados com o estado de São Paulo.
Não é apenas um caso de amor. O que está em jogo são interesses financeiros, são cifras milionárias. Imaginem se Aécio vencer as eleições. Quem vai ganhar com isso? Agora você entendeu ou quer que desenhe?
sábado, 25 de outubro de 2014
Veja e PSDB: muito mais do que um caso de amor
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